quarta-feira, 16 de novembro de 2011

Razorfish Outlook Report: novas tendências em mídia, criatividade e tecnologia.

6 insights da agência digital sobre experiência de marca para TV, tablets e smartphones


Os anunciantes devem investir cada vez mais em ações integradas entre TV e dispositivos móveis como smartphones e tablets. A dica vem do Razorfish Outlook Report”, estudo anual da agência digital Razorfish que traz uma análise das novas tendências em mídia, criatividade e tecnologia.

Segundo o estudo, aproximadamente 80% dos pesquisados afirmam que usam o celular enquanto assistem TV em casa. 38% deles procuram mais informações sobre os produtos que estão vendo na TV. Esse comportamento "multitarefa" - como chamado pela Razorfish - mostra claramente que há uma continuidade em alguns temas, que começam em um meio e migram para outros.

Veja alguns insights apontados pelo estudo:

Acessar internet e ver TV ao mesmo tempo é viciante

70% dos entrevistados que se comportam de maneira multitarefa o fazem pelo menos uma vez por semana. Destes, quase metade - 49% - o fazem todos os dias. Além disso, durante o curso de um programa de TV, mais de 60% checam seus telefones pelo menos "uma ou duas vezes". 15% afirmaram não se afastar de seus dispositivos durante toda a duração do programa.

Atividades multitarefa significam evolução e distração

A mídia multitarefas acrescenta uma complexidade nova à mensuração dos investimentos publicitários. Se por um lado, smartphones e tablets agem como uma potencial fonte de distração, roubando a atenção antes voltada exclusivamente para a TV - o meio que recebe hoje a maior fatia de verba dos anunciantes -, de outro, servem como ponte para um espectador muito mais engajado, apaixonado por conteúdo e disposto a segui-lo em meios além da TV. É aí que mora a oportunidade para anunciantes e produtores de conteúdo.

De acordo com a Razorfish, é preciso tornar sites cada vez mais amigáveis aos dispositivos móveis, de forma que o engajamento "entre-telas" aconteça de forma natural e envolvente.

A boa notícia para os publicitários e anunciantes é que 36% das pessoas que acessam seus celulares e tablets enquanto veem TV o fazem para buscar informações sobre algum comercial visto na TV.

Certos programas de TV engajam mais

Segundo a agência, o top 5 é:

1. Reality shows
3. Notícias
3. Comédia
4. Esportes
5. Culinária

Comunicação e conteúdo são as principais motivações

94% dos entrevistados que acessam dispositivos móveis enquanto veem TV, o fazem para se comunicar co  outros usuários. Em relação a conteúdo, 60% dos entrevistados acessam mídias móveis em busca de conteúdo extra. Destes, 38% buscam informações adicionais sobre algo que viu na TV, contra 44%, que procuram conteúdos não relacionados aos programas de televisão a que assiste.

A estratégia de conteúdo deve ser envolvente (novamente)

Muitos anunciantes ainda estão quebrando a cabeça para capitalizar as oportunidades do conteúdo criado para a internet. Para esses, a regra é apenas uma: envolva, crie experiências que possam migrar de uma tela para outra. E isso significa muito mais do que apenas criar sites amigáveis a smartphones e tablets. Marcas que fazem um bom uso de estratégias em conjunto são a Pepsi e a Heineken, por exemplo.

A Pepsi deu uma garrafa de Pepsi Max para cada usuário que marcou o comercial da marca usando o IntoNow, uma ferramenta social do Yahoo! que permite que espectadores compartilhem o que estão assistindo com os amigos.

Já a Heineken criou o app para iPhone Star Player, que permite que o usuário preveja lances de futebol ao vivo como escanteio, pênaltis ou mesmo se pode sair um gol nos próximos 30 segundos. Cada acerto vale pontos e badges

As buscas móveis vão além do "local"

Não há dúvidas de que as buscas locais são importantes. De acordo com a comScore, os usuários de dispositivos móveis estão fazendo 34% mais buscas locais do que faziam há um ano. Com o massivo aumento do comportamento multitarefa, no entanto, as pessoas estão mais curiosas, reconsiderando suas buscas cada vez mais.

Por esse motivo, os anunciantes devem reconsiderar suas estratégias em sites de busca. No mínimo, devem garantir um bom posicionamento nessas páginas. Uma boa forma de estar bem na fita é reavaliar as palavras-chave em que aposta, incluindo termos relacionados à marca que mostram eventos patricinados por ela, por exemplo.

quinta-feira, 10 de novembro de 2011

Propagandas online influenciam mais os jovens do que as de TV



Os estudos da Deloitte Media Democracy e Conectividade e Mobile Consumption mostram que o Brasil é um dos países que mais se destacam quando se fala em consumo de mídia e tecnologia. Ambas as pesquisas mostram que celulares e internet são os atores principais desse crescimento.

A 5ª edição da pesquisa ouviu cerca de 10 mil representantes de locais como Estados Unidos, Japão, Alemanha, Reino Unido e Brasil, em 2010.

Aqui, 1.986 pessoas, na faixa etária de 14 a 75 anos, com computador em casa, participaram do levantamento. O brasileiro continua se destacando em relação aos outros países como um público consumidor de mídia. São 41,4 milhões de internautas ativos. Para 78% dos entrevistados, se tornou um aparelho de entretenimento mais importante que a TV.

Quando questionados sobre o que mais fazem na internet, 63% dos brasileiros respondentes disseram atualizar a página de relacionamento pessoal (Facebook, Orkut, MySpace etc). Um total de 48% também posta comentários e se comunica nas redes sociais.

Os sites de relacionamento pessoal são valorizados por 83% dos entrevistados por permitirem a interação com os amigos, muito mais frequente e possível do que no mundo “offline”. Além disso, 52% consideram o tempo gasto com essa interação algo tão valioso quanto o tempo que passam juntos com os amigos.

Essa edição da Media Democracy mostrou ainda que as propagandas online foram as mais influentes na decisão de compra dos respondentes (68%). Em 2009, a televisão ocupava o primeiro lugar com 77% e agora, em 2010, está em segundo com 66%.

“Podemos observar que a propaganda online tem ocupado um espaço importante. Considerando que a produção e veiculação online têm um custo muito mais baixo do que uma produção publicitária para TV, essa tendência precisa ser observada como uma grande oportunidade de negócio pelos anunciantes”, destaca Marco Brandão, sócio da Deloitte na área de tecnologia, mídia e Telecom. Além da televisão, as revistas, jornais e rádios foram os meios mais mencionados.

Quase 90% dos entrevistados já ouviram falar sobre um produto, pela primeira vez, na internet.  Já 78% dos respondentes efetuaram compras por indicações feitas online.

Porém, ainda que a internet venha ganhando, cada vez mais, espaço entre os brasileiros, 63% preferem assistir aos programas de televisão que mais gostam pelo método tradicional de visualização; somente 37% afirmaram que assistem por meio online.

Essa porcentagem entre os Millenials cresce para 41%. Outro dado curioso mostra que as versões online de jornais e revistas são mais lidas que as versões impressas - 54% dos respondentes lêem a versão online do jornal.

Além disso, os brasileiros pretendem assistir aos vídeos 3D em casa (67%) e querem ter habilidade para mover e assistir/ouvir músicas, filmes e programas em qualquer dispositivo ou plataforma tecnológica (66%).

Além disso, também esperam, quando estiverem em uma loja, ter a capacidade de acessar informações sobre um produto de interesse apenas escaneando seu código de barras com o próprio telefone celular.

Quase 50% da amostra afirma utilizar celular/smartphone como fonte de entretenimento. Além de usá-lo para conversar, entre as principais utilidades do celular (usadas com freqüência pelos entrevistados) estão: mensagens de texto (90%), câmera fotográfica digital (76%), músicas (73%) e câmera de vídeo (63%). Os Millenials também aproveitam mais outros recursos dos smartphones, como assistir a vídeos caseiros e baixar aplicativos.

"O brasileiro tem se destacado neste mercado e hoje já é um dos maiores consumidores para esse tipo de aparelho. Isso comprova que somos um povo que gosta e deseja ter acesso às tecnologias de ponta, além de estar buscando a mobilidade", explica Brandão.

Entre os americanos, que já têm essa cultura mais latente, apenas 40% destacaram sua vontade de comprar um smartphone e 33% afirmaram já possuir um celular desse tipo.

O Conectividade e Mobile Consumption também mostra como o smartphone se tornou um objeto de desejo de consumo de grande parte da população brasileira. A pesquisa mostra um fato curioso sobre à ferramenta de SMS.

A análise mostra que a quantidade de torpedos reduziria com a popularização de aplicativos de mensagens instantâneas - e-mail e de redes sociais para celular. Porém, o mercado de SMS continua forte, contando com forte presença do público jovem e, principalmente, de usuários de smartphones. Cerca de 40% dos usuários de smartphone enviam mensagens pelo menos uma vez ao dia.

Internet
Sobre a internet, a pesquisa mostra que o principal meio de conexão com a internet continua sendo a rede fixa. Porém, a rede móvel (GSM e UMTS) já participa de forma relevante nas opções dos usuários de banda larga.

Apesar de a rede de banda larga fixa representar 61% da utilização da internet, a rede de banda larga móvel apresenta maior flexibilidade em sua utilização, fortalecendo a demanda por esse tipo de serviço.

A nova geração de conexão 4G é uma grande oportunidade para ser explorada, inicialmente pelo aumento de aparelhos que se conectam à internet, como TV’s, tablets e também pela competitividade, que deverá fazer frente aos serviços de banda larga fixo, com velocidades superiores a 100 Mbts.

O estudo é baseado em dados obtidos por meio de pesquisa online realizada em 15 países com mais de 30 mil usuários. Nos países em desenvolvimento, como Brasil, China, Índia, Turquia e África do Sul, a análise abordou profissionais de áreas urbanas, que tendem a possuir rendas superiores a média de mercado no país.

No Brasil, a pesquisa contou com 2.131 respondentes, de todas as classes sociais e todas as faixas etárias a partir de 18 anos.

quarta-feira, 9 de novembro de 2011

Páginas do Google+ terão recursos administrativos




Assim que o recurso de páginas no Google+ foi liberado na tarde de ontem, milhares de editores correram para iniciar seus novos canais de comunicação dentro do projeto social do Google.
Um problema, porém, apareceu para quem precisa trabalhar com múltiplos editores: não existe um meio fácil de fazer isso. A não ser que você tenha criado a página com um perfil fantasma (contra as regras) ou não tenha medo de passar a sua senha para estranhos.
Para resolver esse problema, a gigante de Mountain View anunciou que já trabalha em três recursos: suporte a administração múltipla, transferência de propriedade e uma página de estatísticas.
Com relação a possível criação de páginas de marcas por fãs, a empresa também já trabalha em achar uma forma viável de identificar as páginas oficiais, o que deverá ser feito através de um selo de confirmação, assim como já ocorre nos perfis.

O horário de pico do Facebook



O estudo foi realizado pela Vitrue entre agosto de 2007 e outubro de 2010 e visou analisar como é essa atividade no canal.

Para isso, reuniu:

  • 1.500 fanpages (incluindo páginas institucionais, de produtos e serviços);
  • mais de 1,64 milhões de posts;
  • 7,56 milhões de comentários.
(Compartilhamentos e “curtidas” não foram incluídos na análise.)

As conclusões mais relevantes foram:

  • Os horários de maior uso durante a semana são: 11h, 15h e 20h;
  • Durante a semana, o maior pico ocorre às 15h;
  • A utilização na semana é bastante estável, mas quarta-feira às 15h é sempre o período mais movimentado;
  • Os “fãs” de páginas são menos ativos no domingo em comparação com todos os outros dias da semana.

Posts publicados pela manhã reúnem mais atividade

Embora a maioria dos posts e comentários aconteça em torno das 15h, posts publicados no período da manhã tendem a ter um melhor desempenho (maior interação) do que aqueles publicados no período da tarde.
Para a Vitrue, posts adicionados pela manhã têm 39.7% a mais de atividade do que os adicionados durante a tarde. Os quinze minutos depois da postagem são os mais aproveitáveis, é quando os usuários mais comentam, curtem e compartilham.

Os poréns

É preciso o alerta de que os dados e hábitos sempre mudam, assim como tudo muda. É preciso considerar também as peculiaridades de cada país. Uma consideração ainda mais importante é que as pessoas estão cada vez mais ativas e online no período da noite e, portanto, as marcas deveriam pensar bem em estar presentes e interagindo com os usuários também nessa parte do dia.
Fundamental é avaliar – dependendo do seu negócio, produto ou serviço – se os seus usuários estão ativos mais à noite do que de dia; se estão mais ativos aos finais de semana do que nos dias normais. Pode ocorrer de você estar focando onde – e quando – não deveria. Saber quando os usuários estão envolvidos e interagindo com sua página pode ser crucial para obter resultados mais eficazes com sua mensagem.
Pela nossa experiência com as fanpages que cuidamos, as postagens entre 10h e 11h e entre 14h e 15h são as que têm maior interação (curtidas, comentários, compartilhamentos).
E pela sua experiência, quais os horários de maior atividade no Facebook? [Dr. Conteúdo]
Com referências do Mashable.