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sábado, 24 de março de 2012

Brasileiros mais conectados na internet


A ComScore, empresa especializada em medições do mundo digital, divulgou alguns insights seu relatório anual sobre as principais tendências digitais no Brasil e as implicações dos resultados para 2012.

“As mídias digitais alcançaram um novo patamar no Brasil em 2011, impulsionadas por atividades como redes sociais, busca, vídeos e compras online, mostrando cada vez mais consumidores se voltando para a web e gastando uma parte cada vez maior de seu tempo com conteúdo digital”, diz Alex Banks, diretor da comScore no Brasil.

Veja algumas das tendências que foram mensuradas pela ComScore:

  • O Brasil é hoje o 7º maior mercado de internet no mundo, com um público de 46,3 milhões de visitantes de 15 anos ou mais que acessam a internet pelo computador de casa ou do trabalho. O número de usuários aumentou 16% em relação ao ano anterior.
  • Os brasileiros passaram em média 26,7 horas online em dezembro de 2011, um aumento de 10% em relação ao ano anterior (equivalente a mais de 2 horas). Os portais foram a atividade online que gerou mais engajamento, com 39,2% do total de minutos em dezembro de 2011, seguidos pelas redes sociais, com 23% – um crescimento de 6,3 pontos percentuais no ano.
  • Em dezembro de 2011, os brasileiros viram mais de 4,7 bilhões de vídeos online, um aumento de 74% em relação a 2010. O crescimento foi impulsionado por um aumento de 19% em visitantes únicos e de 46% em vídeos por visitante, e ver vídeos se consolidou como uma das atividades online mais importantes.
  • 6,9 bilhões de buscas online foram feitas no Brasil em dezembro de 2011, um aumento de 37% em relação ao ano anterior. As buscas tiveram um pico em outubro e novembro, estimuladas por pesquisas relacionadas às compras de final de ano.
  • O mercado de publicidade digital brasileiro continua crescendo. Em dezembro de 2011, 62,9 bilhões de impressões foram veiculadas online no Brasil, alcançando 50,8 milhões de usuários da internet.
  • Celulares e tablets continuam a mudar o panorama digital, respondendo por 1,5% de todo o tráfego digital no Brasil em dezembro de 2011. Desse total de atividade, mais de 42% das pageviews foram originadas em tablets.
Seu público, consumidores e clientes já estão na internet. E sua empresa?

falecom@publing.com.br

quarta-feira, 16 de novembro de 2011

Razorfish Outlook Report: novas tendências em mídia, criatividade e tecnologia.

6 insights da agência digital sobre experiência de marca para TV, tablets e smartphones


Os anunciantes devem investir cada vez mais em ações integradas entre TV e dispositivos móveis como smartphones e tablets. A dica vem do Razorfish Outlook Report”, estudo anual da agência digital Razorfish que traz uma análise das novas tendências em mídia, criatividade e tecnologia.

Segundo o estudo, aproximadamente 80% dos pesquisados afirmam que usam o celular enquanto assistem TV em casa. 38% deles procuram mais informações sobre os produtos que estão vendo na TV. Esse comportamento "multitarefa" - como chamado pela Razorfish - mostra claramente que há uma continuidade em alguns temas, que começam em um meio e migram para outros.

Veja alguns insights apontados pelo estudo:

Acessar internet e ver TV ao mesmo tempo é viciante

70% dos entrevistados que se comportam de maneira multitarefa o fazem pelo menos uma vez por semana. Destes, quase metade - 49% - o fazem todos os dias. Além disso, durante o curso de um programa de TV, mais de 60% checam seus telefones pelo menos "uma ou duas vezes". 15% afirmaram não se afastar de seus dispositivos durante toda a duração do programa.

Atividades multitarefa significam evolução e distração

A mídia multitarefas acrescenta uma complexidade nova à mensuração dos investimentos publicitários. Se por um lado, smartphones e tablets agem como uma potencial fonte de distração, roubando a atenção antes voltada exclusivamente para a TV - o meio que recebe hoje a maior fatia de verba dos anunciantes -, de outro, servem como ponte para um espectador muito mais engajado, apaixonado por conteúdo e disposto a segui-lo em meios além da TV. É aí que mora a oportunidade para anunciantes e produtores de conteúdo.

De acordo com a Razorfish, é preciso tornar sites cada vez mais amigáveis aos dispositivos móveis, de forma que o engajamento "entre-telas" aconteça de forma natural e envolvente.

A boa notícia para os publicitários e anunciantes é que 36% das pessoas que acessam seus celulares e tablets enquanto veem TV o fazem para buscar informações sobre algum comercial visto na TV.

Certos programas de TV engajam mais

Segundo a agência, o top 5 é:

1. Reality shows
3. Notícias
3. Comédia
4. Esportes
5. Culinária

Comunicação e conteúdo são as principais motivações

94% dos entrevistados que acessam dispositivos móveis enquanto veem TV, o fazem para se comunicar co  outros usuários. Em relação a conteúdo, 60% dos entrevistados acessam mídias móveis em busca de conteúdo extra. Destes, 38% buscam informações adicionais sobre algo que viu na TV, contra 44%, que procuram conteúdos não relacionados aos programas de televisão a que assiste.

A estratégia de conteúdo deve ser envolvente (novamente)

Muitos anunciantes ainda estão quebrando a cabeça para capitalizar as oportunidades do conteúdo criado para a internet. Para esses, a regra é apenas uma: envolva, crie experiências que possam migrar de uma tela para outra. E isso significa muito mais do que apenas criar sites amigáveis a smartphones e tablets. Marcas que fazem um bom uso de estratégias em conjunto são a Pepsi e a Heineken, por exemplo.

A Pepsi deu uma garrafa de Pepsi Max para cada usuário que marcou o comercial da marca usando o IntoNow, uma ferramenta social do Yahoo! que permite que espectadores compartilhem o que estão assistindo com os amigos.

Já a Heineken criou o app para iPhone Star Player, que permite que o usuário preveja lances de futebol ao vivo como escanteio, pênaltis ou mesmo se pode sair um gol nos próximos 30 segundos. Cada acerto vale pontos e badges

As buscas móveis vão além do "local"

Não há dúvidas de que as buscas locais são importantes. De acordo com a comScore, os usuários de dispositivos móveis estão fazendo 34% mais buscas locais do que faziam há um ano. Com o massivo aumento do comportamento multitarefa, no entanto, as pessoas estão mais curiosas, reconsiderando suas buscas cada vez mais.

Por esse motivo, os anunciantes devem reconsiderar suas estratégias em sites de busca. No mínimo, devem garantir um bom posicionamento nessas páginas. Uma boa forma de estar bem na fita é reavaliar as palavras-chave em que aposta, incluindo termos relacionados à marca que mostram eventos patricinados por ela, por exemplo.

terça-feira, 8 de novembro de 2011

Internet dobra em 4 anos e classes D/E respondem por 17% dos acessos




Pesquisa aponta ainda que a quantidade de internautas no Brasil que fazem compras online cresceu de 13% para 20% entre 2007 e 2011.

O aumento da venda de computadores, aliado a outros fatores como o avanço da tecnologia, contribuiu para que o acesso à Internet no Brasil praticamente dobrasse nos últimos quatro anos, de acordo com uma pesquisa nacional da Fecomércio-RJ, em parceria com o instituto de pesquisas Ipsos. Atualmente, 48% da população nacional têm acesso à rede; esse percentual era de 27% em 2007, aponta o estudo. "O crescimento do acesso no Brasil pode ser explicado também pelo apelo cada vez maior da web e das redes sociais, assim como por uma maior disseminação dos smartphones e tablets no país", afirma o economista da Fecomércio-RJ, Christian Travassos.

E não foi só o acesso que cresceu no período. De acordo com o levantamento, a frequência do uso da web também aumentou no país: 47% dos brasileiros conectados afirmam se conectar diariamente à Internet, enquanto que 33% disseram usar a web mais de uma vez por semana e 12% apenas uma vez por semana. Quanto ao período de conexão, mais da metade (55%) passa de 30 a 120 minutos na rede; 23% ficam entre duas e quatro horas conectados e 14% menos de meia hora.

Acesso entre classes
Como esperado, as classes de maior poder aquisitivo, A e B, lideram o acesso no país com 84%, bem acima da média do país de 48% – o percentual dessas classes era de 72% em 2007. Já a classe C, que cresceu de 31% para 43% no período, fica mais próxima da média nacional. As classes mais baixas, D e E, dobraram de 8% para 17% sua participação no acesso a web no país. “As classes D e E apresentam o maior potencial de crescimento de acesso a web, tanto pelo avanço da tecnologia, que baixa os preços dos produtos, quanto pelo maior poder de compra dos brasileiros”, aponta o economista da Fecomércio-RJ.

Outro fator que auxiliou o crescimento da web no Brasil foi a isenção dos impostos PIS e Cofins (válida até 2014) sobre a venda de computadores e componentes. “Essa isenção foi especialmente sentida de 2008 para 2009, quando passou a valer e houve um aumento de 8% na média nacional de acesso a web, indo de 31% para 39%”, explica Travassos.

Redes sociais e compras online
As redes sociais e sites de mensagens instantâneas, incluindo Facebook, MSN e Orkut, dominam o acesso online no país, com 61%. Logo atrás vem outros tipos de acesso: para pesquisas (48%), e-mails e sites de notícias (empatados com 34%), diversão e serviços (também juntos com 17% cada). Mais de 62% dos internautas disseram usar a Internet em casa. As lan houses e o local de trabalho ficaram empatados em segundo lugar, com 15%, seguidos pela casa de parentes e/ou amigos, responsáveis por 6% dos acessos.

Os brasileiros também estão fazendo mais compras online, de acordo com a pesquisa da Fecomércio. A quantidade de internautas que fazem compras online cresceu de 13% para 20% entre 2007 e 2011. Entre os produtos mais comprados por sites eletrônicos estão eletrodomésticos (36%), CDs e DVDs (20%), livros (16%) e ingressos para cinemas, shows e similares (7%). Responsável por 66% das transações, o cartão de crédito é a forma de pagamento mais usada, seguido de longe pelo boleto bancário, com 28%, e pelo débito em conta, com 3%.

A pesquisa da Fecomércio e da Ipsos entrevistou mais de mil pessoas, de 70 cidades espalhadas por nove regiões metropolitanas do país.